Encontrar áreas de estudo que possibilitem a boa ciência e também a exploração empresarial é o primeiro passo para a inovação. A afirmação foi feita por David Krakauer, diretor do Wisconsin Institute for Discovery (WID), instituição norte-americana de pesquisa e desenvolvimento. Nesta terça-feira (3), ele participou do 5º Congresso Brasileiro de Inovação, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo (SP).
| Para Krakauer, uma das maneiras de diminuir a aversão ao risco é abrir espaço para jovens, mesmo sem experiência |
O VALOR DA MUDANÇA - Krakauer destacou que a aversão ao risco, uma característica comum às empresas, é o maior obstáculo à inovação. “Nós, como seres humanos, tendemos a manter o status quo. Isso não é diferente numa empresa, que muitas vezes teme as mudanças mais simples e perde oportunidades”, afirmou.
Ele mostrou ainda a foto de uma esfera azul e um cubo laranja e disse que, quando metade de um grupo de pessoas recebe um dos objetos e outro grupo recebe o outro, depois de alguns minutos de experimentação 99% das pessoas não querem trocar de objeto, mesmo a custo zero (ou seja, risco zero). “Aposto que a maioria de vocês voltou do almoço para a mesma cadeira em que estava antes”, afirmou, provocando risos na plateia. O palestrante tinha razão.
Para Krakauer, uma das maneiras de diminuir a aversão ao risco é abrir espaço para jovens, especialmente sem experiência. “É uma mudança de baixo custo e com altos resultados”, destacou. Segundo o palestrante, a maior parte das inovações tecnológicas atuais vêm de startups fundadas por jovens, muitas vezes sem graduação universitária, que nada tinham a perder.
Por Theo Saad, de São Paulo
Fotos: José Paulo Lacerda
FONTE: CNI - Portal da Indústria
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