sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Brasil precisa de celeridade em procedimentos de importação e exportação, afirma diretor da CNI

De acordo com diretor da CNI, é preciso superar barreiras para aumentar o fluxo de comércio do Brasil . Entre os pontos sensíveis, estão também o setor de serviços, acordos comerciais e investimentos em internacionalização.


"É necessário agilizar os despachos,
 consolidar e simplificar a complexa
 rede de normas que se aplicam
 ao Comércio Exterior brasileiro"
- Carlos Abijaodi
Os produtos brasileiros precisam de condições que promovam maior acesso aos mercados externos e mais qualidade de participação nas Cadeias Globais de Valor. Esse foi um dos recados do diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi durante a abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX), realizado nesta quinta-feira (22) no Rio de Janeiro. 

Durante discurso, Abijaodi chamou atenção para quatro áreas em que têm se debruçado para aumentar o fluxo de comércio do Brasil. A primeira delas é a facilitação de comércio. “É indispensável modernizar e tornar mais céleres os procedimentos de importação e exportação no Brasil. Para isso, é necessário agilizar os despachos, consolidar e simplificar a complexa rede de normas que se aplicam ao Comércio Exterior brasileiro”, afirmou. Abijaodi disse ainda que a agenda de facilitação de comércio, em discussão na OMC, pode criar um arcabouço importante com regras previsíveis e aplicáveis multilateralmente.

SERVIÇOS E ACORDOS – Para Abijaodi, o setor de serviços é o segundo ponto importante de atenção. O setor deve ser alvo de políticas específicas, tanto do ponto de vista da melhoria das condições para a exportação quanto para a competitividade da indústria. Atualmente, os serviços já representam o maior custo na agregação de valor da produção industrial e das exportações do Brasil.

A necessidade de se ampliar a rede de acordos comerciais do Brasil também é um fator considerado fundamental pela indústria. “Isso demanda um posicionamento mais ativo do país em negociações bilaterais. Nossos acordos são limitados e os produtos brasileiros tem perdido competitividade também pelas preferências tarifárias que nossos parceiros conferem a terceiros países em novos acordos celebrados”, garantiu.

INTERNACIONALIZAÇÃO – Último ponto destacado por Abiajaodi considera importante “coordenar a agenda de fomento aos investimentos das empresas brasileiras no exterior”. Segundo ele, a internacionalização das empresas brasileiras deve ser acompanhada do apoio e da facilitação aos investimentos no exterior. Empresas internacionalizadas exportam mais, conseguem acessar mercados com maior facilidade e têm à sua disposição uma maior gama de opções para financiamento e acesso à inovação e desenvolvimento tecnológico.

FONTE: CNI - Portal da Indústria

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